Arapongagem internacional

Reportagem do site The Intercept, em parceira com a Agência Pública, divulgada nesta quarta-feira (1º) revela detalhes da atuação da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba em estreita colaboração com agente especial do FBI, bureau estadunidense de investigação. Concedendo, aos arapongas internacionais, total conhecimento das investigações. O que se recusou a conceder à Procuradoria Geral.

Foi com base nessa colaboração ilegal, escondida dos órgãos de controle e da alta corte do Brasil, que o governo norte americano investigou e puniu com multas bilionárias a as empresas brasileiras Odebrecht e Petrobrás, inviabilizando a operação da primeira e colaborando para a venda de ativos a preço reduzido da estatal.

Ao se recusar a compartilhar dados com os órgãos nacionais de combate a corrupção e agir de forma escondida da justiça Brasileira a Lava-Jato opera como verdadeiro braço de espionagem a serviço de interesses internacionais.

A pergunta que fica é se isso se inclui entre a “total autonomia” concedida ao Ministério Público na Constituição.

Pode uma equipe do Ministério Público Federal quebrar sigilos sem autorização da justiça, negar acesso a informações aos órgãos de controle nacionais e, ao mesmo tempo agir de forma autônoma e ilimitada, compartilhar esses dados com serviços de inteligência estrangeiros e usar dinheiro público brasileiro contra os interesses nacionais?

O que Lava-Jato esconde nos mais 4 anos de grampos ilegais e 1.000 inquéritos abertos e sem conclusão?

Deltan Dallagnol pode escolher quais dados e informações compartilhar ou não com a Procuradoria Geral?

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