É pouco

O suposto alto gasto com o funcionalismo público entrou na mira do Ministro da Economia, Paulo Guedes, como a origem do fracasso do governo na sua política de não geração de emprego e não atração de investimentos para o país.

Segundo um estudo do Instituto neoliberal Milenium, do qual Paulo Guedes foi um dos fundadores, o gasto total com funcionalismo no Brasil chega a “graves” 13,7% do PIB. (frente a 8,7% do PIB gastos com juros da dívida nacional).

O estudo é uma salada de imprecisão e derrapadas estatísticas. Confunde folha de pagamento com aposentadorias. Compara aumento de despesas ao longo de mais de dez anos sem correção pela infração.

Se divulgado corretamente, o resultado mostra exatamente o oposto: paga-se mal ao trabalhador na iniciativa privada e gasta-se pouco com serviços públicos no Brasil.

Com 44% dos gastos destinados ao pagamento de inativos, gasta-se menos com servidores ativos do que com juros da da dívida nacional.

É fácil entender a partir desse estudo porque a economia vai de mal no Brasil.

Jair Bolsonaro procurou um economista para o Ministério da Economia, mas encontrou um charlatão.

Prioridade é a reforma tributária

Paulo Guedes e Rodrigo Maia se uniram no discurso de que agora a prioridade é a reforma Tributária.

O Ministro da Economia espera a aprovação da reforma até o final deste ano e defende um imposto sobre transações digitais, diferente, mas parecido com a extinta CPMF.

Para Guedes, o imposto sobre transações é a melhor forma de reduzir os encargos sobre a folha de pagamento e destravar a economia. Uma vez que os altos encargos sobre a folha de pagamento desistimulam a geração de emprego e impedem um avanço maior da economia.