Reforma tributária elevaria PIB em até 33%

A depender das projeções apresentadas pelo Estado do Paraná no boletim sobre os impactos da pandemia do novo Coronavírus, a reforma tributária é a principal medida a ser adotada pelo Governo para aquecer a economia.

A projeção leva em contra os impactos diretos e indiretos causados pela reforma. Em especial com a redução da burocracia, o aumento da segurança jurídica, a redução do risco-país, do custo de investimento e o fim da guerra fiscal entre os estados. Levando a uma reorganização positiva da economia.

projeção reforma tributária

A reforma considerada é da PEC 42, que extingue cinco tributos e cria os Impostos Seletivo e o Imposto Sobre Bens e Serviços – IBS e os impactos diretos e indiretos são considerados em um horizonte de 15 anos, a partir do fim da situação de emergência nacional decretada para o enfrentamento da pandemia.

A projeção faz parte do boletim emitido pela Secretaria de Estado da Fazenda em conjunto com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento vinculado a Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes do estado do Paraná e foi elaborada pela LCA Consultoria.

Imagem: Paraná/Governo do Estado.

12%

O Governo Federal irá enviar ao Congresso em partes a Reforma Tributária.

Já na primeira parte vem junto uma paulada.

O novo imposto será chamado CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e terá alíquota de 12%.

Irá substituir o PIS e a Cofins, que hoje tem alíquota geral de 1,65% e 7,6%.

Não está claro se o novo imposto será cobrado ou não de forma cumulativa, sobre o faturamento. Mas a partir das declarações do Ministro da Economia, Paulo Guedes, tudo indica que o novo imposto será apurado no regime de créditos e débitos. Descontando da base de cálculo o valor embutido no preço dos produtos pago anteriormente.

O novo imposto também vinha sendo chamado de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e não inclui o Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e o imposto dos Estados, chamado Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.

 

 

Prioridade é a reforma tributária

Paulo Guedes e Rodrigo Maia se uniram no discurso de que agora a prioridade é a reforma Tributária.

O Ministro da Economia espera a aprovação da reforma até o final deste ano e defende um imposto sobre transações digitais, diferente, mas parecido com a extinta CPMF.

Para Guedes, o imposto sobre transações é a melhor forma de reduzir os encargos sobre a folha de pagamento e destravar a economia. Uma vez que os altos encargos sobre a folha de pagamento desistimulam a geração de emprego e impedem um avanço maior da economia.